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Página 1 de 4 Existe ainda o papel da outra, da amante, que não é tão fácil quanto se imagina. Temos sempre em mente uma pessoa linda, vulgar, sem valores e aproveitadora e não um ser humano comum que sente dores e sangra em vermelho, como todas nós.
É sempre vista como transgressora, pois na maioria das vezes, mexe com a imaculada família, desfaz lares, mas ela é alguém que vive em estado de espera... Dos filhos crescerem, da matriz se curar, enfim, de algo que na verdade muito raramente vai acontecer. É alguém que sofre, pois o companheiro não opta por uma relação estável com ela. Alguém que tem dia e hora marcada para amar. Em um triângulo sempre sobra uma ponta, e em geral é a amante. Mas aí, os presentes chegam a vida não anda fácil e afinal de contas, o outro tem tantos problemas, não custa tentar mais um pouco. Historicamente, o homem dá o respeito para a esposa e o prazer para a amante. Nesse ponto, sou completamente a favor das prostitutas, elas não estão envolvidas emocionalmente, basta que lhes paguem. As cartas estão na mesa e as expectativas não são frustradas, pois cada um sabe bem o que quer e o outro pode dar. As regras são claras e ninguém é enganado. A pessoa não é cobrada em nada e não deve nenhum telefonema no dia seguinte. São pagas para irem embora e não para ficarem. Podem finalmente relaxar, abrindo mão do poder, ou vice versa. Aliás, pensar que se tem o poder sobre algo, ou alguém, é um excelente afrodisíaco. Dentro de muitos casamentos respeitáveis, a mulher troca o corpo por dinheiro e é muito mais infeliz do que uma prostituta. Pesquisas indicam que para roubar uma pessoa de qualquer sexo, é preciso bom humor e estabelecer um vínculo emocional. Confirmando o senso comum, os roubos efetivos aconteceram mais quando a relação estava debilitada. Além disso, os "ladrões" temem que a pessoa roubada seja infiel no futuro.
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